sábado, 21 de fevereiro de 2015

Caminhando juntos

Caminhando juntos
Já tive Lighias
Já tive Silas
Ilhas
E continentes
Tanta gente
Que andou comigo
Em uma jornada para o infinito
No espaço mítico
Da sala de aula

Já tive Lauras
Já tive Pedros
E dividi medos
E respirei conquistas
Que, à primeira vista,
parecem pequenas
Mas de gigantes que são
Jamais poderão
Caber em um poema

E terei outras Anas
E tantos Carlos
Porque o solo é sagrado
Plantar em um chão de giz e folhas
E regar as horas
Do despertar para o mundo
Sala de aula é tudo!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Via de mão-dupla

Via de mão-dupla
Quebro cadeados silábicos
Alforrio parágrafos
Escancaro portões metafóricos
Não deixo o verbo ser escravo
A POESIA LIBERTA A PALAVRA!

 Ao escrever eu me gasto
E assim não paro
Não raro
Sinto-me liberto
E libertário
Escrever é necessário
A PALAVRA ME LIBERTA!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Planeta Salão de Beleza

Planeta Salão de Beleza
A beleza não é minha
É do mundo
E eu me visto dela
Ando com ela
E digo que sou sortudo
Porque é roupa que não aperta
Que nem pede numeração
Uma beleza que está no brilho das retinas
Nas rugas da sua mão
Está no que a gente descobre em cada esquina
No que faz existir ou não razão




terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Você para mim

Você para mim
Existem tantas maneiras
De se escrever amor
Mas eu prefiro àquelas
Que não cabem nas mãos de um escritor

Porque, para escrever
E mensurar como amar
É a essência de Deus na Terra
Eu só preciso estar ao seu lado
E acabou...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Culpa

Culpa
É gesso que médico não tira
Medo que vicia
Vontade de não mais
É pouco
Mas parece ser tão tanto
É pranto
Dói demais

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Barulho

Barulho
Foi mergulho
Fez som de nada
E de tudo
Ficou mudo
E fez barulho!
O silêncio diz tudo
Diz que a vida é o eco
Dos dias de ontem, hoje...
Projetos futuros
De um poeta com engulhos
Diante da certeza
De que o silêncio
É o mais ensurdecedor dos barulhos...
E FEZ BARULHO!

sábado, 3 de janeiro de 2015

Prosadeira

Prosadeira
A leiteira no pé da cerca
Você de trança no cabelo
Se adiante que logo começa a festa
Vê se não dá uma de brejeira
Já estou ficando ligeiro
Afinal, vão todos os compadres
E também as comadres prosadeiras
Enquanto a gente se esquenta na fogueira
Você pode botar reparo na vida alheia
E depois confessa tudo no nosso travesseiro
Na nossa prosa madrugadeira

Se adiante e logo se aprume
Te espero logo ali na frente,
na porteira
Certo de que a cerca não divide nada
Nessa vida matadeira
Que leva e devolve sem pressa
E nos ensina
No estalo da madeira
Que viver é encher leiteiras
E derrubar cercas
Amar até dar canseira...