sábado, 17 de fevereiro de 2018

Mãos soltas


Dê-me papel e caneta
E uma porção de planetas
Que hoje eu vou escrever
Escrever todas as letras
E criar, mesmo sem saber!
Quero mesmo é ser cometa
Passar pelo Universo papel
Errante sineta
Tenho alma de menestrel...



Passarinho

Da janela do meu ninho
No meio dessas árvores de concreto
Perco-me, é certo!
Quando vejo um passarinho
Que voa, destemido
Nesse céu que parece um deserto

A gente é chão
Acobertados pelo manto azul
Nas linhas nuvens brancas
Quero voar para lugar nenhum
E como eu não voo, eu escrevo!
E escrever é colocar-se nu


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Fruto maduro

Com o tempo a gente esquece
Precisa mesmo esquecer
Deixa cair dentro da gente
E se perder
Eu nem me lembro de mesmo que dia é hoje
Nem mesmo quem é você

Com o tempo a gente se veste
Perde a inocência
E deixa de ver
Eu nem me lembro de que a tristeza cresce
Na mesma medida que eu me esqueço de dizer
"Quem sabe um dia pode ser"
Quem sabe?

São essas as coisas que fazem de um poeta
Um constante não ser
Não ser letra
Palavra e nem dizer
A gente é só mesmo extensão de um planeta
Que orbita sem saber
Quem sabe?
                                                            Escrever esvazia a gente.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

¡Felicidad!

Yo no te miro
Por la ventana del pensamiento
¿Dónde estás?
¿Es solamente momento?

Entonces, yo te busco?
Como ave rara en un cielo gris
¡Vivir es corto!
¡Alegría es triz!

Y las cajas se vacían
Y los exámenes se acumulan
Todo parece tan oscuro
Siento miedo de ser feliz ...


sábado, 9 de dezembro de 2017

Le "mot-être"

Quelle langue parlez-vous?
Qu'est-ce que tu ne peux pas oublier?
Quel mot explique ce que tu es?
Faites-vous semblant de remarquer?
Le mot-être!

Vous plaisantez vraiment!
Peu importe si les gens vont comprendre!
Même parce que
Il y a des choses qui sont plus que des mots!
Ils sont l'essence de l'être!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Anseios natalinos

Anseios natalinos
Toda essa canseira
Só pode indicar o fim
Olhe bem!
Olhe bem para mim!
Não preciso de compaixão
Já tenho a minha medicação
E cada vez me estranho mais
Sou alguém em partida
Deixando palavras para trás
Exéquias!
Estou a sua procura
Simplesmente não quero mais...
Nunca mais!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Entre uma caixa e outra

Entre uma caixa e outra
Que roupa vestes, tristeza?
Qual música gosta de escutar?
És surda, calada?
Sabe perdoar?

Eu sou desatino
Desalinho!
Vontade e perdição
Sou pedacinho
Contradição

Que dores sentes, tristeza?
Qual a sua forma de manifestação?
És retinta, relapsa?
Sabes não dizer não?

Eu sou cristalino
Na turbidez da multidão
Se for para voltar
Quero voltar passarinho
Para voar longe
Bem longe do chão...