quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Faelterapia

Faelterapia...
Há borboletas nos telhados
Nas casas e nos carros
Borboletas com tantas cores
Que eu nem sei

Há flores em todos os viadutos
E begônias nos muros
Ipês de todas as cores
Você consegue ver?

São essas palavras
Miúdas e intensas
Amar é plantar
E deixar o tempo colher
As nossas mãos são adubos
Compartilhar é viver...

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Rafa

Rafa
Semente nata
E nasce um mundo bom
A minha angústia é que ingrata
Eu quero tanto a sua mão

Cometas e estradas
A mãe já vai voltar
A minha tristeza é que babaca
Você me ensinou a amar

Eu sou bravata
Diante da sua capacidade de abraçar
A minha frase é incompleta
Se você não falar...

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Laço

Laço
Nem que eu passe
O tempo todo sem dizer
Mesmo que soe desenlace
Que você ache que não é para ser
Eu não esqueço
Não me esqueço de escrever
O seu nome em meu caderno
E o quanto eu me enlaço em você
Meu pedaço do eterno
Minha vontade de não crescer
Meu amigo mais sincero
Possibilidade que me fez nascer...

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Os contornos das mãos

Os contornos das mãos
Como se fosse o último dos santos, a encantar multidões, que antes mergulhavam em prantos, agora folgam ao darem as mãos. Como se fosse acalanto, resultado do simples encontro dos olhares, e em tantos lares, a mesma sensação. Uma pausa, a parada. O silêncio e a multidão.
Como se fosse o primeiro oi, de um dia que ainda não raiou. E desejo atropela o medo, e a gente nem percebe que já acabou. Então, o barulho das malas e cartas, vasculhadas ao abrirmos as gavetas do tempo. E, por um momento, por mais um momento, o silêncio se faz presente e cala a multidão. E todos juntos, na mesma pausa, como se para o tempo existir não fosse a questão.

E então, o encontro vira momento. E somos sentimentos, transmitidos pelo tocar das mãos. E o silêncio multilíngue, a dialogar com nós mesmos, a boca no contorno das nossas mãos, faz-nos certos diante das incertezas que virão. E há que ser assim, até o último momento. Até o momento em que segurar a sua mão...

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Momento meu

Momento meu
As melhores coisas
A gente escreve
E guarda na gaveta
Para ler e se perguntar
Que ideias são essas
De um mundo com paredes desenhadas
E casas sem trancas e nem fechaduras
Onde acertar é também fazer a coisa errada
Onde existir seja
Por si só
A mais divina das perguntas
...
E viver seja a melhor das respostas


Paz

Paz
Hoje eu tive
Uma vontade danada de chorar
Não sei se é porque eu ouvi a vida
Nas músicas que eu gosto de escutar
E chorei de alegria
Uma espécie de amor molhado
Chorei porque eu senti a vida
E Deus sentado ao meu lado

Hoje eu sorri...